sábado, 6 de março de 2010

Meus Olhos


Meus Olhos




Os meus olhos vêem muito;

Contemplam tudo e atinge imensidões;

Os meus olhos cumprimentam e revelam minhas investidas;

Eles dizem se minto, choro ou fico nervoso.

Os meus olhos vêem pouco;

Mentem pra mim e gera falsas ilusões;

Os meus olhos admiram o externo, mas extraí o vácuo;

Eles fingem dor, tristeza e espanto.

Os meus olhos nada vêem;

Passa por tudo e não me enriquece em nada;

Os meus olhos podem ver, mas não podem enxergar;

Eles são a falsa ilusão daquilo que acontece.

Os meus olhos são jóias;

Podem enxergar muito e mudar tudo;

Os meus olhos são as janelas da minha alma;

Eles devem primeiro enxergar o que há dentro, para ver o que há fora;



Caio Costa Santos - Em março de 2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário