Meus Olhos
Os meus olhos vêem muito;
Contemplam tudo e atinge imensidões;
Os meus olhos cumprimentam e revelam minhas investidas;
Eles dizem se minto, choro ou fico nervoso.
Os meus olhos vêem pouco;
Mentem pra mim e gera falsas ilusões;
Os meus olhos admiram o externo, mas extraí o vácuo;
Eles fingem dor, tristeza e espanto.
Os meus olhos nada vêem;
Passa por tudo e não me enriquece em nada;
Os meus olhos podem ver, mas não podem enxergar;
Eles são a falsa ilusão daquilo que acontece.
Os meus olhos são jóias;
Podem enxergar muito e mudar tudo;
Os meus olhos são as janelas da minha alma;
Eles devem primeiro enxergar o que há dentro, para ver o que há fora;
Caio Costa Santos - Em março de 2010
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